quinta-feira, 29 de março de 2012

TÁXI: Como obter maior lucratividade na Prestação de Serviços – Parte 1 – Gestão Comercial


Esta série de posts mostrará como a aplicação de Gestão Comercial, Precificação Estratégica, Planejamento e Controle, Produtividade e Qualidade em qualquer atividade (Fabricação, Venda ou Prestação de Serviços).

Para que fique bem clara esta ampla aplicabilidade, escolhi uma atividade que a maioria das pessoas utiliza, mas dificilmente considera como um negócio: TÁXI.

Como fazer para que um motorista de TÁXI tenha a maior lucratividade possível? Como conquistar (e RETER) seus clientes? Como desenvolver um método de controle que possibilite a melhora na lucratividade?

Táxi é tudo igual: Tem rodas, motor, bancos, portas, motorista, tarifa regulada pelo taxímetro mas...... A verdade não é bem assim. Sim, se são todos iguais, o que pode diferenciar? A QUALIDADE do Serviço prestado.

Vamos analisar esta prestação de serviço como numa empresa:

Parte 1 - Gestão Comercial

Passageiro ou Cliente? Mude sua atitude: A partir de agora, só se refira a seus “passageiros” como clientes. “Passageiro” é passageiro .... . Cliente você pode fidelizar.

1.     Aparência e Conforto: Por mais que seja um veículo, o TÁXI deve ser encarado como uma Loja que se movimenta. Algum cliente entra em uma loja, qualquer uma, velha, suja, desarrumada se não for por total falta de opção ou em caso de emergência? É claro que não! Instintivamente o cliente acredita que sua demanda não será atendida. Independente do modelo/ano de fabricação, do plano de manutenção preventiva e corretiva do veículo e das normas que regem a atividade dos Táxis, é importante a Manutenção da Lataria e do Interior do veículo (Lavagem, Aspiração, Serv. de resuperação rápida da Lataria e dos Para-Choques, funcionamento do ar condicionado ou calefação).

2.     Qualidade do Serviço - Educação e Amabilidade: Bom dia, boa tarde e boa noite são fundamentais!

a.     Escute com atenção o local que o Cliente deseja ir. Pergunte se o cliente tem uma rota preferencial e, se achar conveniente, pergunte se ele deseja sugestões alternativas.

b.    GPS e Rádio devem estar em volume médio/baixo.

c.     O Rádio não deve estar sintonizado em estações temáticas (Rock, Pop, Aché, Religiosas, Samba e Funk entre outras), pois para cada cliente que se identifica com algum destes temas, haverá pelo menos nove clientes que não se sentirão confortáveis. Sintonize as rádios de Notícias/Trânsito (tipo CBN, BANDNEWS/SULAMÉRICA-SP) ou as de música suave.

d.    Dirija com suavidade, prudência, educação e respeito às Leis do Trânsito. Jornais e balas são dispensáveis.

e.     Tente iniciar uma conversa com seu cliente, mas, caso ele não queira, não insista. Não “corte o papo” do seu cliente, caso ele queira iniciar uma conversa.

f.     Durante a conversa, evite conflitos verbais em assuntos controversos como Religião, Política e Futebol. Nunca polemize com seu cliente (cada um tem a sua opinião e pronto!). Caso a conversa se desenvolva nestes assuntos, tente delicadamente mudar o tema.

3.     Comunicação: Tenha sempre com você cartões de visitas, com seu nome, seu(s) contato(s) móveis e e-mail e dê um cartão destes ao final de cada viagem com um cliente novo, informando da sua disponibilidade logística (locais onde este possa solicitar seu serviço sem demorar uma eternidade) para demandas futuras do cliente. Em casa, anote em um caderno os dados de contato de TODOS os clientes que lhe procurarem, mesmo que esta procura não resulte em viagem. Estes dados podem ser úteis para informar no futuro um novo serviço, uma nova promoção ou a compra de um veículo novo com mais conforto, por exemplo.

Cooperativas: A necessidade de expansão do negócio com menor valor de investimento e proporcionando atendimento padronizado aos clientes em vários pontos de venda levou à criação das Franquias. As cooperativas são as Franquias dos Táxis (pense nas Taxas de Adesão e Mensalidades – elas têm a mesma finalidade da Taxa de Franquia e de Pagamentos Mensais). Nelas, os serviços oferecidos são padronizados, seguindo os mesmos tópicos acima:

a.     Atendimento: Centralização do atendimento aos clientes (contato), utilizando PAS (posições de Atendimento) físicas (Atendente devidamente treinado) ou virtuais (já existem diversos serviços via internet ou telefonia móvel – SMS).

b.    Aparência e Conforto: Verificação da aparência externa e interna dos veículos (conservação e limpeza) dos veículos.

c.      Qualidade do Serviço - Educação e Amabilidade: Nivelamento do conhecimento de TODOS os profissionais nos assuntos comportamentais.

d.    Comunicação: Meios de contato únicos, com cadastro de todos os clientes. A possibilidade de atendimento às demandas é multiplicada, pois existem mais alternativas. Os meios de comunicação também ficam muito maiores e de custo menor (impressão de folders e cartões, anúncios, manutenção de WEBSITE e sistemas de atendimento).

IMPORTANTE: Se uma Cooperativa não padroniza e aperfeiçoa Atendimento e Comunicação com os Clientes, Aparência e Qualidade, ela não cumpre com sua finalidade.



Escute seu cliente, descubra o que ele deseja e foque para a entrega deste desejo. Cuide da aparência da “loja”. Estabeleça uma comunicação não invasiva com seu cliente.

Viram como a abordagem e respeito ao cliente não difere entre um Táxi e qualquer outro negócio? Cada item acima pode ser aplicado a qualquer empreendimento, seja ele Produção, Transporte, Compra&Venda ou Prestação de Serviços.



No próximo post, falaremos sobre Planejamento e Controle.



Bruno F. Moura

(Março de 2012)

terça-feira, 20 de março de 2012

Gestão Comercial e Precificação estratégica para a nova Classe C

Como fazer para descobrir os níveis de Produto/Serviço e de Preço de Compra demandados pela nova classe C?

Tanto esta nova Classe C (já expandida pela criação de novos postos de trabalho) quanto os que viviam na pobreza e que embarcaram recentemente no “TREM” do consumo devido aos programas de transferência de renda como o Bolsa-Família, formam um enorme e desconhecido mercado consumidor em potencial. Segundo Pesquisas, na última década, 20 milhões de brasileiros migraram para as classes C e D. Hoje, a Classe C representa 50% da população Brasileira e estimativas apontam a subida deste percentual para 60% até 2014.

Para descobrir os níveis de Produto/Serviço e de Preço de Compra demandados pela nova classe C, devemos estudar seu comportamento e expectativas de consumo.

Acredito que temos no Brasil o conjunto de Empresários/Empreendedores/Profissionais mais bem preparados no mundo para esta tarefa. Não vejo experts Europeus ou Americanos entendendo a singularidade do nosso mercado (do tamanho das nossas metrópoles à capilaridade no interior) ou dos hábitos de consumo da nossa sociedade. Mesmo comparando com os demais integrantes do BRICs, somos sociedades bem diferentes em TUDO (segundo pesquisas, a classe média brasileira é a mais rica entre os BRICs).

 Abaixo algumas informações:

  • O consumidor das classes C e D valoriza o VALOR do Produto ou Serviço (ver post “Preço não é Valor” publicado aqui no blog). Eles compram mais as marcas confiáveis/conhecidas, as que valem o quanto custam.
  • 65% dos consumidores as Classe C fazem suas compras perto de casa.
  • O consumo de serviços sobre o total de gastos da Classe C subiu de 50% para 62% em nove anos.
  • Nos supermercados, em nove anos, a quantidade média de produtos no carrinho de compras da Classe C subiu de 28 para 40 (43% a mais) enquanto na classe D/E, a quantidade subiu de 21 para 39 (86%). Como parâmetro, a quantidade de produtos no carrinho da Classe A/B subui de 35 para 43 (23%).
  • Nos Produtos de Beleza (público Feminino) a participação percentual da Classe C no total do consumo nos últimos oito anos subiu:
    • Cremes para o corpo: de 46% para 53%
    • Perfumes: de 40% para 54%
    • Maquiagem: de 46% para 54%
    • Esmaltes: de 35% para 50%.
Para um pequeno Empreendedor (Prdutor ou Prestador de Serviços) ou para uma grande corporação, os primeiros passos devem ser (utilizando as informações acima):

·         Estudar (pesquisar) o potencial de consumo do nosso Produto/Serviço.

o    A QUALIDADE de nosso Produto/Serviço está adequada às expectativas do consumidor desta nova Classe C?

§  Caso nosso Produto/Serviço não esteja adequado, podemos alterar sua composição?

o    Qual o potencial de consumo de nosso Produto/Serviço para a classe C na nossa região de atuação?

·         Aplicar a Precificação (Preços e condições de pagamento) adequada às expectativas de VALOR destes consumidores.

o    Quanto estes consumidores estão dispostos a pagar por nossos Produtos/Serviços?

§  As condições de financiamento (crediário próprio, cartão de crédito) estão dentro das expectativas?

§  Programas de fidelização são fatores de retenção para estes consumidores?

É importante lembrar que a estratégia para a abordagem desta nova classe C deve ser elaborada por uma equipe multidisciplinar (Comercial, Marketing, Produção, Financeiro, Logística/Distribuição).

Bruno F. Moura
(Março de 2012)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Livro Sugerido: O Preço Inteligente - Jagmohan Raju e Z. John Zhang

http://www.falandodevarejo.com/2011/04/livros-o-preco-inteligente-jagmohan.html
Interessante a dica do site FALANDO DE VAREJO.
Livro Sugerido: O Preço Inteligente - Jagmohan Raju e Z. John Zhang
 
 
Com o objetivo de oferecer aos executivos de marketing, produtos e estrategistas corporativos diversas abordagens inovadoras de precificação, além de insights e pesquisas que fundamentaram sua criação, a Editora Campus/Esevier lança aqui no Brasil o livro O Preço Inteligente — Estratégias Inovadoras de Preços para Criar Valor e Transformar Mercados. A obra é de autoria dos professores Jagmohan Raju e Z. John Zhang, da renomada Wharton School, nos Estados Unidos. O título traz ainda novas maneiras de ajustar a oferta correta ao cliente certo no momento oportuno. O leitor também conferirá dicas preciosas de como planejar e executar uma guerra de preços para conquistar novos territórios de venda e do que você pode abrir mão, do que não pode e como se defender do “grátis”.

O livro, traduzido por Ricardo Bastos Vieira, apresenta ainda exemplos ilustrativos do mundo dos negócios, que vai de restaurantes em que os clientes é que estabelecem o preço a como o Google e outras empresas de alta tecnologia adotam estratégias de preços para reestruturar setores. Uma outra parte que chama a atenção dos leitores é entender como os executivos chineses obtêm sucesso iniciando e mantendo guerras de precificação para conquistar novos mercados.

Divido em 10 tópicos principais, o exemplar aborda os temas que vão de Digitais da mão invisível; Estratégia de preço “Pague quanto quiser”; Por que as melhores coisas da vida são grátis; A arte da guerra de preços; Pensando pequeno; A Redução do preço de venda para estimular a demanda (Markdown); Diga o seu preço a Pague se funcionar.