quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Planejamento Estratégico para 2013


Outubro de 2012 já começou e muitas empresas (sejam elas Micro, Pequenas, Médias ou até Grandes) ainda não definiram o Planejamento de curto prazo (para 2013), nem tão pouco o de médio e longo prazo (2014 -> 20??).

Este panorama é mais comum do que possam pensar os leitores deste blog. Não ter planejamento das estratégias para os próximos anos significa que não existem ações específicas para que sejam atingidos os objetivos que, em geral, estão muito claros “na cabeça” do Empreendedor/Gestor. É certo que boa parte destas ações, para que alcancem os objetivos em 2013, não podem esperar para que sejam iniciadas só em 2013.

Como já foi publicado nos posts anteriores, a importância de Planejamento Estratégico é inquestionável. O que deve ser observado é a adequação dos métodos ao tamanho do negócio, pois vivemos numa época em que as metodologias estão muito voltadas para as grandes corporações (muito estruturadas), deixando as Micro, Pequenas e Médias Empresas à parte destas metodologias.

A seguir, analisaremos as possibilidades de adequação dos conceitos de Planejamento Estratégico, sempre levando em consideração que o Empreendedor/Gestor sabe infinitamente mais do seu negócio (incluindo suas nuances de operação, demanda e concorrência) do que o “Senhor Consultor”.

O trabalho de definir as metas e os indicadores de avaliação, bem como a análise destes indicadores para correções das ações (estatisticamente é quase impossível que um negócio possa atingir 100% das metas planejadas sem nenhuma correção de rota) deve ser efetuado por uma equipe composta por representantes de TODOS os departamentos/setores da Empresa, não importa o tamanho desta. A liderança desta equipe e o voto final é que devem ser exercidas pelo Empreendedor/Gestor.

(*) Aqui vale ressaltar a importância do Empreendedor/Gestor como líder desta equipe. Como líder, ele já “vem de fábrica com A autoridade”. É importante que ele exerça esta autoridade para apoiar a “liberdade criativa” desta equipe, tirando o maior proveito das ideias geradas e apoiando as correções de rumo como parte natural do processo.

É de igual importância que as reuniões desta equipe sejam efetuadas com total isolamento do dia a dia da Empresa para que não sofram interrupções. As opções são muito variadas, tanto para as reuniões efetuadas nas instalações da Empresa (ao final do expediente, aos finais de semana) ou fora delas (num hotel ou até mesmo em outro município). Datas e horários de início e fim também devem estar bem definidos.

1.     A primeira tarefa desta equipe é a análise do ambiente, identificando:
Ø  Pontos Fortes e Fracos da Empresa.
®      Capacidade Financeira
®      Estrutura de Custos e Despesas para cada área da Empresa.
®      Tabelas de Preços
®      Capacitação dos colaboradores
Ø  Oportunidades e Ameaças do contexto Econômico e do mercado de atuação da Empresa.
®      Previsão para 2013 do PIB (Brasil e Regiões de Interesse da Empresa)
®      Previsão de Crescimento para as atividades da Empresa
®      Principais Concorrentes: Capacidade Financeira, estrutura de Custo, tendência de Preços (altos ou baixos).
Ø  O que Ajuda e o que Atrapalha.
Ø  O que depende (Análise Interna) e o que não depende (Análise Externa) da Empresa.

A organização da análise do ambiente pode ser efetuada pela metodologia SWOT (exemplo na figura 1 abaixo), que facilita a visualização do contexto da Empresa.

Figura 1 – Exemplo de Análise SWOT

2.     Objetivos Estratégicos (Visão, aonde se quer chegar):

Caso não exista definição anterior, a equipe define a MISSÃO (Como a Empresa quer ser percebido pelos Clientes e pelo Mercado), a VISÃO (Quais os resultados espera obter daqui a determinado número de anos) e VALORES (Quais os comportamentos padronizados a Empresa, seus colaboradores, parceiros e fornecedores devem ter).

Como estamos falando do planejamento para 2013 e o gerenciamento dos indicadores será para este período, a Visão macro deve conter apenas os objetivos (resultados) esperados até o final de 2013.
Os objetivos da Visão são desmembrados sob quatro perspectivas:
®      FINANCEIRA
ü  Valores Financeiros -> Faturamento, Despesa, Resultado, Fluxo de Caixa, Estoque.
ü  Valores Financeiros médios por unidade vendida -> Custo, Preço.
®      CLIENTE
ü  Mercado -> Participação no mercado alvo.
ü  Criar e Oferecer Valor:
§  Clientes Atuais -> Satisfação, retenção (fidelização) e rentabilidade.
§  Clientes em Potencial -> Conquista de novos clientes.
®      PROCESSOS INTERNOS
ü  Processos de maior impacto na satisfação, retenção e rentabilidade dos clientes atuais, bem como na conquista de novos clientes.
ü  Criação de valor. Processos que criam um diferencial em relação aos concorrentes.
®      APRENDIZADO (CONHECIMENTO, INOVAÇÃO).
ü  Incrementar e manter em alto nível para TODOS os colaboradores:
§  Capacitação técnica;
§  Capacidade de Inovação;
§  Motivação e,
§  Alinhamento com as metas corporativas.
ü  Incrementar e manter em alto nível os sistemas de informação e apoio.

Este exercício de definição dos Objetivos gera uma ferramenta muito utilizada que é o BALANCE SCORECARD (BSC), que nada mais é do que uma Tabela de Indicadores Balanceados.
(*) ver considerações sobre o BSC ao final do blog.

Com a adoção do BSC, os critérios de medição do desempenho (principalmente dos dados não financeiros) migraram de INTANGÍVEIS (bom, ruim, rápido, lento etc.) para TANGÍVEIS (Valor, Porcentagem, Quantidade, Índice).

A representação gráfica da Visão e dos Objetivos em todas as perspectivas, bem como as diversas formas de relacionamento entre eles gera o Mapa Estratégico, como é exemplificado na figura 2 abaixo:


Figura 2 – Exemplo de Mapa Estratégico

3.     Com a definição dos Objetivos em todas as perspectivas e as cadeias de relacionamento entre eles, a próxima etapa é a elaboração de um quadro geral que tenha com clareza quais os Indicadores que vão ser utilizados, as Metas para estes indicadores e as Iniciativas necessárias para que estas metas sejam atingidas.

Abaixo, na figura 3, um quadro com exemplo resumido de Indicadores, Metas e Iniciativas, onde cada Iniciativa (Plano de Ação) possui sua meta medida por um Indicador (as metas para 2013 estão em amarelo). Cada Plano de Ação é composto de inúmeras etapas e todas devem estar contempladas minuciosamente para que possam ser medidas.

Figura 3 – Exemplo de Quadro de Indicadores, Metas e Iniciativas (Plano de Ação).

4.     Implantação dos Planos de Ação
Nesta fase, são implantados os planos de ação.
 É altamente recomendável que a equipe se divida em subgrupos, de modo a que, para a implantação de TODOS os Planos de Ação, exista pelo menos um membro da Equipe que participou de todo o processo.


5.     Avaliação de Resultados
A equipe deve se reunir com uma frequência tal que possibilite a análise dos Indicadores em relação às metas estipuladas. Após a análise, deve-se atuar nos Planos de Ação, providenciando a correção de rota para os que não estão no caminho das metas.

Atenção Líder (Empresário/Gestor):
v  É imperativo que, fruto das análises da Equipe, medidas de correção de rumo seja tomadas. É pouco provável que dê tudo certo!
v  Não entendam a formação desta equipe como sendo um “peso” para a Empresa. Se bem conduzida, esta operação levará a um maior índice de satisfação e de busca comum pelos objetivos.
v  Todos estão envolvidos. Não é hora de buscar culpados ou de crucificar alguém! A solução, na grande maioria dos casos, vem do grupo!
v  Importante: As conquistas dever ser reconhecidas e comemoradas, pois são de todos!

Na figura 4 abaixo, um exemplo da representação gráfica dos Indicadores no Mapa Estratégico para um determinado período, com visualização colorida representando o nível de atingimento das metas, conforme exemplo abaixo:
·         Verde = Meta Atingida.
·         Amarelo = Meta não atingida, mas dentro de uma margem aceitável.
·         Vermelho = Meta não atingida.



Figura 4 – Exemplo de Análise gráfica dos Indicadores

Na análise deste exemplo (figura 4), utilizaremos apenas dos Objetivos que estão abaixo das metas (caixa na cor vermelha). Nesta análise, traremos alguns questionamentos que podem ser levantados na reunião de acompanhamento.

Ø  Perspectiva de Processos:
®      Na Busca pela Excelência em Tecnologia da Informação, não houve lançamento de novos produtos.
a      Em quais subprocessos do plano de ação ocorreram falhas que inviabilizaram o Objetivo?
b      Quais as alternativas técnicas e humanas para conseguir alcançar o objetivo?
c      A Tecnologia utilizada é a mais recomendada?
d      O material foi comprado de acordo com as especificações?
Ø  Perspectiva de Mercado/Clientes
®      Houve perda de Market Share, quando deveria ter havido ganho de 15%.
a      O plano de comissionamento não estimulou os vendedores?
b      O problema é de percepção de qualidade do produto?
c      O Preço de Venda está adequado aos Objetivos?
d      Houve algum tipo de queda na atividade econômica?
Ø  Perspectiva Financeira
®      Não houve o aumento de Receita e de Resultado previsto.
a      As despesas e Custos estão em linha com o orçamento do período?
b      A relação Quantidade x Preço está adequada?

6.     Resumo do Planejamento (Ciclo)
O segredo do sucesso deste processo é a continuidade das reuniões de análise e avaliação.
No início, os ciclos tendem a ser mais curtos. Com o passar do tempo, se tornam mais longos.
O Líder do Grupo deve ter atenção especial neste ponto, promovendo uma reunião diferente (lugar, hora, etc.) e/ou fazendo rodízio na formação da Equipe, para que outros colaboradores se sintam responsáveis pelos resultados também.
Na figura 5 abaixo, um resumo do fluxo aqui apresentado:

Figura 5 – Ciclo do Planejamento Estratégico


Não importa o tamanho da Empresa (Micro, Pequena ou Média), todas as definições aqui apresentadas podem ser aplicadas.
E então, vamos ao Planejamento para 2013?


Bruno F. Moura
(Outubro de 2012)


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(*) Balance Scorecard (BSC)
O Balance Scorecard (BSC) foi criado na década de 90 (David Norton e Robert Kaplan, EUA), utilizado uma ferramenta de mensuração que se baseava não somente em dados financeiros, como também em dados não financeiros, com o objetivo de alinhar o planejamento estratégico com as ações operacionais das empresas.
Por comunicar a Missão e a Estratégia Corporativa através de um conjunto de indicadores de medição de desempenho e pelo dinamismo do conceito, o BSC passou a ser utilizado também como uma Ferramenta de Implantação da Estratégia, tornando-se um Sistema de Gestão Estratégica Integrada.

Vantagens do BSC
- Ordena conceitos e ideias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente, possibilitando a construção de um sistema de gestão estratégica vinculada ao planejamento Corporativo.
- Facilita a Comunicação da Estratégia e Alinha a organização com a mesma.
- Como a formulação dos indicadores e das metas se baseia em dados tangíveis, o grau de resistência à sua adoção tende a ser baixo.
- Monitoramento fácil com visualização gráfica do nível de atingimento das metas.
- Por ser flexível, permite foco nas ações de implementação e correção de falhas dos processos.
- Promove sinergia corporativa.

Desvantagens do BSC
- O BSC não é uma meta, mas sim o instrumento de elaboração e aferição do atingimento das mesmas.
- A implantação do BSC exige das corporações:
·         Formação de grupos de trabalho interdepartamentais para elaboração e validação dos indicadores. O BSC deverá considerar as informações necessárias, tendo como foco as metas a serem atingidas.
·         Sistemas de coleta de informações e BI (Bisuness Inteligence) bem estruturados.
·         Treinamento motivacional para todos os colaboradores.
- O BSC não traz resultados imediatos. A análise prematura dos indicadores (base de dados em formação) pode levar a conclusões e decisões erradas.
- Existe um tempo, que dependerá de cada corporação, de aprendizado e melhor utilização o BSC.

Literatura:
É fácil encontrar na Internet e Livrarias publicações sobre o Balance Scorecard. Existe muito material.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TÁXI: Como obter maior lucratividade na Prestação de Serviços – Parte 3 (última) – Precificação Estratégica, Produtividade e Qualidade.

Esta série de posts mostra como Gestão Comercial, Planejamento e Controle, Precificação Estratégica e Produtividade & Qualidade são aplicáveis a qualquer atividade econômica (Fabricação, Venda ou Prestação de Serviços).
Para que fique bem clara esta ampla aplicabilidade, escolhi uma atividade que a maioria das pessoas utiliza, mas dificilmente considera como um negócio: TÁXI.
Nos dois posts anteriores (Parte 1 e 2), falamos da aplicação de Gestão Comercial e Planejamento & Controle nesta atividade. Neste último post (Parte 3), falaremos sobre Precificação Estratégica, Produtividade e Qualidade.

Parte 3 – Precificação Estratégica, Produtividade e Qualidade.

Nos posts anteriores, vimos que, mesmo num Táxi, podemos aplicar:
ü  Gestão Comercial:
®      Escutar o cliente (que antigamente tinha a denominação de passageiro), descobrir o que eles mais desejam de modo a focar na entrega deste desejo.
®      Cuidar da aparência da “loja” (seu veículo).
®      Estabelecer uma comunicação direta e contínua visando à fidelização do seu cliente.
ü  Planejamento e Controle:
®      Analisar e buscar a melhoria de alguns indicadores:
Ø  Quanto estou ganhando mensalmente com a atividade.
Ø  Quantos dias são necessários trabalhar para pagar as despesas fixas (prestação do carro, INSS, Mensalidade da Cooperativa, etc.).
Ø  Qual a minha média de faturamento por viagem.
Ø  Quantos KM são percorridos em média por viagem.
Agora, vamos nos concentrar nas opções para aumentar ou resgatar a LUCRATIVIDADE do negócio (nunca se esqueça: Táxi é um negócio!) utilizando Precificação Estratégica, Produtividade e Qualidade.
Quais as Estratégias que podemos utilizar para melhorar a LUCRATIVIDADE? Para responder a esta pergunta, vamos recapitular o que é Estratégia (post Estratégia de Preços deste blog):
Estratégia pode ser definida como o conjunto de objetivos, finalidades, metas, diretrizes fundamentais e os planos para atingir os objetivos. Para ter uma Estratégia, precisamos atuar de forma diferente, com inteligência e planejamento. Sun Tzu, estrategista militar do século IV a.C. escreveu: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas”.
v  No nosso caso, “conhecer o inimigo” é conhecer o ambiente externo, o mercado (Concorrentes e Clientes).
v  O conhecimento de nós mesmos é resultado das análises dos indicadores financeiros e não financeiros (Parte 2 – Planejamento & Controle) aliada ao comportamento na nossa “loja”, ou seja, nosso veículo - Aparência e Conforto, Qualidade e Comunicação (Parte 1 – Gestão Comercial).
Vamos agora exemplificar algumas propostas para melhoria da LUCRATIVIDADE, nunca esquecendo os conceitos derivados das análises de Sun Tzu:
Ø  Selecione os mercados em que você competirá
®      Selecionar em que regiões da cidade atuar e a que tipo de clientes atender mais frequentemente.
Ø  Organize os seus recursos
®      Dentro da Capacidade Financeira e da estratégia escolhida, selecionar:
§  Meios de comunicação (Rádio, Celular, Panfleto).
§  Estrutura de Operação (Ponto, Cooperativa).
§  Tipo de veículo.
Ø  Implemente as ações competitivas planejadas
®      Aplicar as Estratégias selecionadas nos mercados e clientes selecionados.
Ø  Gerencie as Contingências
®      Analisar os efeitos da Aplicação das Estratégias e, caso seja necessário, providenciar a correção das mesmas.
§  Importante: Não existe Estratégia Infalível. Fique atento para os resultados das ações aplicadas. Analise o resultado de cada ação de acordo com o prazo esperado (curto, médio ou longo).

Feita a introdução, vamos analisar algumas opções de aplicação dos conceitos de Precificação Estratégica ao negócio Táxi, partindo da tabela 1 abaixo e nunca esquecendo que:
·         Esperamos atingir os objetivos e metas planejados, mas não podemos esquecer que, do outro lado existe o imponderável. Estaremos apostando no nosso planejamento, mas devemos estar atentos para administrar realidades adversas (as Contingências a que Sun Tzu se referia).
·         Riscos e Dificuldades fazem parte. A análise comparativa entre o planejado e o real deve levar em consideração este fato.


Tabela1 – Resultado Atual da Operação Mensal de um Táxi

1.     Proposta: Melhoria do Resultado, aumentando o valor médio por KM percorrido e receita por km percorrido.
®     Utilizando a Tabela de Preços que é igual para TODOS os Taxistas (é definida pela Prefeitura da cidade), podemos direcionar as viagens para que durem menos tempo, sejam mais recorrentes e tragam Resultado melhor.
·   Por que (objetivo)?
Ø  Menor tempo significa maior possibilidade de viagens por dia
Ø  Menor KM percorrido por viagem significa estar mais próximo à Bandeirada
Ø  A Bandeirada é um valor fixo pago ao Taxista, independente da KM rodada. A composição do valor da viagem é a Bandeirada mais o KM percorrido. No Rio de Janeiro, na Bandeira 1, o valor da Bandeirada é de R$ 4,70 e o valor por km percorrido é de R$ 1,70 (ver exemplos abaixo):
ü  Uma corrida de 2 km terá o valor de R$ 8,10 (R$ 4,70 + 2*R$ 1,70). O Valor da Receita por km desta viagem para o Taxista será de R$ 4,05 (R$8,10 / 2 km).
ü  Já uma corrida de 15 km terá o valor de R$ 30,20 (R$ 4,70 + 15*R$ 1,70). O Valor da Receita por km desta viagem para o Taxista será de R$ 2,01 (R$30,20 / 15 km). Note que este o valor por KM rodado é menos da metade do valor para a viagem de 2 km.
·   Como (plano de ação)?
Ø  Se associar (cooperativa, grupo, etc.) com um ou mais pontos. A característica principal deste(s) ponto(s) deve ser a de possuir GRANDE quantidade de viagens CURTAS durante o dia.
Ø  Ter uma vasta rede de cartões distribuídos para clientes na área de atuação deste PONTO (condomínios, comércio e empresas) e comunicar aos seus clientes que está à disposição fisicamente (citar dias e horários) e virtualmente (celular, rádio, smartphone, etc.).
ü  Atenção: é necessário que seja efetuado um trabalho prévio de pesquisa para encontrar o(s) ponto(s) que se enquadram nos objetivos.
·   Processo (execução)
Ø  Definido(s) o(s) ponto(s), iniciar a aplicação da estratégia.
ü  Definir o prazo, em nº de dias, para a 1ª avaliação (muito importante). Não pode ser curto demais (pode resultar em “verdades” enganosas) nem tão pouco longo demais (se a estratégia se mostrar totalmente errônea, pode-se perder dinheiro).
ü  Utilizando seu HARDWARE (aquela caderneta de cinco reais), fazer as anotações diárias e bem detalhadas, efetuar os cálculos dos Indicadores e compará-los com a situação atual e a situação planejada.
                                                                                          i.    Receita (faturamento)
                                                                                         ii.    Quantidade de Viagens
                                                                                        iii.    Km percorrida
                                                                                        iv.    Despesas Diretas
                                                                                         v.    Km Rodados por viagem= KM/nº de viagens
                                                                                        vi.    Receita por Viagem=Receita/nº de viagens
                                                                                       vii.    Receita por km rodados=Receita/km rodados
                                                                                      viii.    Despesa Direta por Viagem=Despesa Direta/nº de viagens
                                                                                        ix.    Despesa Direta por km rodados=Despesa Direta/km rodados
                                                                                         x.    Quantos Clientes são primeira vez e quantos já são conhecidos.
ü  Executar a análise dos Indicadores da situação Atual x Planejado x 1º período. Para Facilitar o entendimento, usaremos a tabela 2 abaixo como exemplo:


Tabela2 – Análise Perfil Atual x Corridas Curtas (Planejado e 1º período de avaliação)

Ø  Planejado: Na coluna do meio (Viagens Curtas Planejamento), vemos que o objetivo era obter:
®      Maior Quantidade de Viagens por dia (23 x 11), menor km rodados por dia (138 x 171), maior Receita por km rodados por viagem (+24% R$ 2,48 x R$2,00), que resultariam em valor de Receita mensal muito próximo ao atual (R$ 9.252,00).
®      Com a menor quilometragem, haveria redução das Despesas Diretas no mês, gerando maior Margem Mensal (+12% = + R$ 695,00) e, consequentemente, maior Resultado mensal (+18% = + R$ 695,00).
Ø  Real 1º período: Analisando os indicadores da coluna da direita (Real do 1º período), vemos que os resultados obtidos em comparação ao Planejado foram:
®      Quantidade de Viagens por dia menor em 52% (11 x 23), menor quantidade de km rodados por dia (110 x 138), menor Receita por km rodados por viagem (-13% R$ 2,17 x R$ 2,48), que resultaram em Receita inferior (-30% = - R$ 2.808,00) que a planejada (R$ 6.444,00 x R$ 9.252,00).
®      A redução de R$ 554,00 na Despesa Direta no mês não foi suficiente para igualar a queda da Receita no mês, tendo resultado em uma Margem Mensal menor (-35% = - R$ 2.254,00) que o planejado (R$ 4.271,00 x 6.525,00) e, consequentemente, em um Resultado mensal menor (-50% = - R$ 2.254,00) que o planejado (R$ 2.271,00 x R$ 4.525,00).
Ø  Observações:
®      Analisar os prováveis motivos para que a média da quantidade de viagens tenha sido muito menor (com tempo e quilometragem maiores) que a planejada.
(1)   Verificar se este comportamento (média) se manteve estável durante todas as semanas do período ou está evoluindo (por exemplo, se na última semana do período a quantidade de viagens já foi maior, com menor tempo e quilometragem).
(2)   Analisar se o ponto/Cooperativa dispõe de estrutura de comunicação eficiente.
(3)   Analisar se o ponto/Cooperativa tem o tipo de demanda desejada.
(4)   Analisar qual o % dos Clientes são primeira vez e qual o % já é composto por viagens anteriores/indicação.
Ø  Tomar as decisões, fazer os ajustes decorrentes destas (Objetivos, Plano de Ação e Processo), retomando o ciclo de acompanhamento.


2.     Proposta: Melhoria do Resultado, aumentando o valor médio por viagem e a quilometragem e reduzindo a receita por km percorrido.
®     Fazendo preferencialmente corridas mais longas, aumenta-se a Receita, a Margem e, consequentemente o Resultado.
·   Por que (objetivo)?
Ø  Aumentar a Receita por viagem
Ø  Aumentar o tempo em viagens, ficando menos tempo parado.
Ø  Diminuir em um dia o tempo necessário para pagamento das Despesas Fixas.
·   Como (plano de ação)?
Ø  Se associar a uma Cooperativa ou Grupo com excelente estrutura de comunicação. A característica principal desta Cooperativa é possuir uma grande base de clientes com forte demanda para viagens médias e grandes distribuídas ao longo do dia.
ü  Não se esquecer de distribuir seu cartão de visitas aos clientes para fidelização.
ü  Atenção: É necessário que seja efetuado um trabalho prévio de pesquisa para encontrar a(s) Cooperativa(s) e Grupo(s) que se enquadram nos objetivos.
·   Processo (execução)
Ø  Definido(s) o(s) ponto(s), iniciar a aplicação da estratégia.
ü  Definir o prazo, em nº de dias, para a 1ª avaliação (muito importante). Não pode ser curto demais (pode resultar em “verdades” enganosas) nem tão pouco longo demais (se a estratégia se mostrar totalmente errônea, pode-se perder dinheiro).
ü  Utilizando seu HARDWARE (aquela caderneta de 5 reais), fazer as anotações diárias e bem detalhadas, efetuar os cálculos dos Indicadores e compará-los com a situação atual e a situação planejada.
                                                                                          i.    Receita (faturamento)
                                                                                         ii.    Quantidade de Viagens
                                                                                        iii.    Km percorrida
                                                                                        iv.    Despesas Diretas
                                                                                         v.    Km Rodados por viagem= KM/nº de viagens
                                                                                        vi.    Receita por Viagem=Receita/nº de viagens
                                                                                       vii.    Receita por km rodados=Receita/km rodados
                                                                                      viii.    Despesa Direta por Viagem=Despesa Direta/nº de viagens
                                                                                        ix.    Despesa Direta por km rodados=Despesa Direta/km rodados
                                                                                         x.    Quantos Clientes são primeira vez e quantos já são conhecidos.
ü  Executar a análise dos Indicadores da situação Atual x Planejado x 1º período. Para Facilitar o entendimento, usaremos a tabela 3 abaixo como exemplo:

Tabela3 – Análise Perfil Atual x Corridas Médias/Longas (Planejado e 1º período de avaliação)

Ø  Planejado: Na coluna do meio (Viagens Médias/Longas Planejamento), vemos que o objetivo era obter:
®      Maior valor de Receita por viagem (R$ 50,08 x 31,51), gerando maior Margem por dia trabalhado (R$ 244,36 x 215,93).
®      Com a maior Margem por dia trabalhado, a quantidade de dias para pagamento das Despesas Fixas seria reduzido de 9 para 8.
®      Maior Margem Mensal (+13% = + R$ 768,00) e, consequentemente, maior Resultado mensal (+20% = + R$ 768,00).
Ø  Real 1º período: Analisando os indicadores da coluna da direita (Real do 1º período), vemos que os resultados obtidos em comparação ao Planejado foram:
®      Quantidade de Viagens por dia menor em 38% (5 x 8) e a redução na Margem por dia trabalhado (-19% = - R$ 46,42) resultaram em Receita mensal inferior (-18% = - R$ 1.922,00) que a planejada (R$ 8.896,00 x R$ 10.818,00).
®      A redução de R$ 664,00 na Despesa Direta no mês não foi suficiente para igualar a queda da Receita no mês, tendo resultado em uma Margem Mensal menor (-19% = - R$ 1.259,00) que o planejado (R$ 5.339,00 x 6.598,00) e, consequentemente, em um Resultado mensal menor (-27% = - R$ 1.259,00) que o planejado (R$3.339,00 x R$ 4.598,00).
Ø  Observações:
®      Analisar os prováveis motivos para que a média da quantidade de viagens tenha sido muito menor (com tempo e quilometragem maiores) que a planejada, gerando perda de tempo com longos retornos para a área de atuação sem Clientes.
(1)   Verificar se este comportamento (média) se manteve estável durante todas as semanas do período ou está evoluindo (por exemplo, se na última semana do período a quantidade de viagens já foi maior, com menor tempo e quilometragem).
(2)   Analisar se o Grupo/Cooperativa dispõe de estrutura de comunicação eficiente.
(3)   Analisar se o Grupo/Cooperativa tem o tipo de demanda desejada.
(4)   Analisar qual o % dos Clientes são primeira vez e qual o % já é composto por viagens anteriores/indicação.
Ø  Tomar as decisões, fazer os ajustes decorrentes destas (Objetivos, Plano de Ação e Processo), retomando o ciclo de acompanhamento.

Estas foram apenas duas propostas de Avaliação. Existem infinitas possibilidades de definir quais os objetivos de Precificação Estratégica, estruturar um Plano de Ação, acompanhar os Resultados obtidos e efetuar as correções necessárias visando atingir o nível de Produtividade e Qualidade esperados.
Utilizando o recurso de “bater na mesma tecla”, é importante entender que os princípios teóricos de Precificação Estratégica, Produtividade e Qualidade aplicados na atividade de um Taxista não diferem de qualquer outro negócio.
Vimos aqui estratégias para aumentar o Preço médio de um produto ou serviço e suas implicações na demanda, análise das variações do Mercado. Entendemos que a principal motivação na Formação do Preço é a Lucratividade Esperada e que cada item acima pode ser aplicado a qualquer empreendimento, seja ele Produção, Transporte, Compra&Venda ou Prestação de Serviços.

Bruno F. Moura
(Outubro de 2012)