quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Já ouviu falar em Precificação preditiva?

Já ouviu falar em precificação preditiva?

Preço sempre foi determinado pela observação e tempo de mercado. Agora é possível antecipar e identificar a melhor maneira de formar valor para um bem ou serviço.
Daniel Lázaro *
Publicada em 23 de novembro de 2011 às 13h07

Analisar e precificar. É esta equação que se forma a partir da verificação consistente de dados e que beneficia a realização de negócios de alta performance. Se antes, formar o preço de um produto era determinado pela observação e tempo de mercado, agora é possível antecipar e identificar a melhor maneira de formar valor para um bem ou serviço.
Se por um lado a análise descritiva observa dados históricos e ajudam a responder perguntas básicas como “o que e por que aconteceu", por outro, a forma preditiva amplia as possibilidades de resultados ao aplicar algoritmos estatísticos de modelagem e otimização.
Dessa forma, a análise preditiva consegue antecipar o impacto de várias ações nos resultados de negócios, como promoções, mudanças de preço ou publicidade. Ela permite realizar pesquisas complexas, dinâmicas e com múltiplas variáveis, inclusive para experiências de mercado sujeitas a rápidas transformações, como campanhas relâmpago de baixo custo. Com essa ferramenta, as previsões tornam-se informações baseadas em fatos e não em suposições.
Esta modalidade de analytics é útil para o setor varejista e de bens de consumo embalados, e também para o segmento B2C ou para o B2B. Apesar do entusiasmo sobre a precificação preditiva, não é fácil construir essas capacidades, pois elas exigem abordagens novas que não podem ser implementadas da noite para o dia.
Em um nível básico, as empresas podem se beneficiar da adoção de soluções de business intelligence para obterem informações padrão, consultas e alertas. No entanto, para aproveitar corretamente a análise preditiva, é preciso pensar e agir utilizando abordagens integradas de analytics. Isso inclui um conjunto de capacidades de análise e a definição de quais métricas usar no rastreamento, quais ações executar e quais mecanismos de governança utilizar, para alinhar a análise preditiva à estratégia de negócios.
Ao observar o mercado, é possível dizer que poucas empresas estão preparadas para aplicar analytics com toda força na composição de preços. A minoria possui um executivo que tenha a atividade de precificação como primeira responsabilidade - com exceção de exemplos no varejo - pois essa é ainda uma situação relacionada ænbsp; cultura das organizações. A precificação nem sempre esteve ligada estrategicamente com crescimento. Para se ter uma ideia, uma recente pesquisa da Accenture revelou que menos de 29% dos CMOs (Chief Market Officers) alegam usar a precificação como um item para alcançar seus objetivos de crescimento.
Esses desafios são mais visíveis no setor B2B, no qual a precificação tem sido com frequência um jogo sem limites, no qual os descontos são oferecidos ao primeiro sinal de pressão competitiva ou indiferença de compradores. Nessas circunstâncias, os vendedores que não possuem informações consistentes para negociar acabam por ceder à pressão dos compradores, pois não querem assumir o risco de perder um negócio.
Por isso é necessária uma mudança de cultura na qual a analytics preditiva deve permitir não apenas entender o impacto da mudança de preços no passado, como também prever o que acontecerá caso os fatores se alterem novamente no futuro. Uma precificação que usa análises granulares geralmente marca a diferença entre uma empresa que se mantém no mercado e aquela que é líder na indústria.
O setor de varejo está à frente dessa transformação, mas não deve ser o único setor a se beneficiar dessas novas ferramentas. A análise preditiva pode ser aplicada em diversos ramos, pois suas possibilidades são infinitas.


(*) Daniel Lázaro é líder para a prática de Analytics e Gestão da Informação da Accenture na América Latina.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ManagemenTV - Hermann Simon

Vender é importante. Vender com lucratividade é mais importante ainda!

domingo, 30 de outubro de 2011

Criar valor - HERTZ Propaganda - 30/10/2011
Quando você pensa em produtos e serviços, qual significado tem a palavra “valor”? Será o número fixado na sua etiqueta ou tabela de preços? Ou será que existe muito mais significado entre aquilo que o comerciante vende e aquilo que o consumidor leva pra casa?
O preço de um produto se refere ao custo financeiro para sua aquisição. Já o valor de um produto, vai além, pois diz respeito à uma comparação psicológica entre a funcionalidade do bem e o seu preço na visão de quem o compra; mas que leva em consideração aspectos do inconsciente coletivo que unifica, até certo ponto, as necessidades e desejos comuns entre as pessoas. Desta maneira, um indivíduo só se dispõe a adquirir um produto ou serviço se o seu preço for igual ou menor que o valor emocional definido pelo seu inconsciente.
Criar valor para o consumidor é ponto fundamental para estratégias de comunicação bem sucedidas, pois o produto deixa de ser somente uma coisa a mais acumulada na casa de quem o compra, para ocupar um lugar de destaque em sua vida, a partir da utilidade que oferece aliada a sentimentos de status, beleza, praticidade, entre outros aspectos intangíveis.
Baixar o preço dos produtos pode significar aumento das vendas, no entanto, é importante lembrar que, de certa forma, o preço está inconscientemente relacionado à qualidade do produto. Pensando assim, uma estratégia mais eficiente seria elevar o valor agregado ao bem na visão dos clientes, garantindo boas vendas sem a necessidade de mexer no seu preço. Esse é o trabalho do marketing, identificar e colocar em prática elementos geradores de valor para produtos, serviços e marcas.
Seja qual for o segmento de mercado, o cliente ficará satisfeito se o desempenho do produto adquirido, juntamente com sua carga de valor financeiro e emocional, alcançar suas expectativas. Mas o empresário deve de ir além da simples conquista da satisfação de seus clientes, deve buscar maneiras para superar tais expectativas em cada quesito considerado importante por seu público-alvo. Com este esforço de gestão, operação e comunicação, a empresa ganha clientes fiéis e propensos a recomendar seus serviços para outras pessoas.
Esta vantagem se torna ainda maior quando levamos em conta a estimativa de que o custo para atrair um novo cliente é cinco vezes maior que o investimento para manter um consumidor fiel.
Clientes valorizam mercadorias e serviços com a qualidade que esperam, mas que também sejam vendidos pelo preço que desejam pagar. Neste ponto, produtos com alto valor agregado conseguem harmonizar estes dois quesitos, aumentando consideravelmente sua margem de lucro.

Mande suas dúvidas e sugestões de artigos pra gente: fabiola@hertzpropaganda.com.br Fone: 44 3624-0092 – Umuarama-PR
FABIO MARTIOLLI – Formado em Comunicação Social e Pós-graduado em Marketing
FABÍOLA REIS - Formada em Comunicação Social e Pós-graduada em Marketing
MARCO ANTONIO TAVARES - Formado em Comunicação Social e Pós-graduado em Marketing
A HERTZ Propaganda é agência afiliada ao SINAPRO – Sindicato das Agências de Propaganda e credenciada pelo CENP – Conselho Executivo das Normas-Padrão.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vender CARO ou Vender BARATO? “Inteligência de Mercado” funciona?

No último post, vimos que VALOR e PREÇO são “animais” diferentes. Para definir o Preço de um produto ou serviço é necessário descobrir qual o Valor deste produto ou serviço sob a ótica do Cliente.

CARO ou BARATO é percepção do Cliente.

Para quem está vendendo, saber como se posicionar (CARO ou BARATO) e se estruturar é a essência da Estratégia de Preços.

  • Para vender CARO é necessário ter qualidade superior e diferenciação nos serviços, geralmente demandando maiores investimentos. Vender CARO é, em resumo, oferecer os atributos que o Cliente entenda como Valor diferenciado.
  • Para vender BARATO é necessário ter o menor Custo possível e seu produto geralmente está no limite mínimo de qualidade, perto do que denominamos “uma porcaria”, aquele produto/serviço em que “o barato sai caro” aos olhos do Cliente (caso você nunca tenha ficado tentado a comprar um produto pirata, pergunte a quem já teve esta inesquecível experiência).
    • Note que vender BARATO é uma Estratégia de Preços que coloca os produtos e/ou serviços ofertados numa zona mais povoada, junto com uma quantidade muito maior de concorrentes. Por diversos motivos, é sempre possível encontrar preços mais BARATOS.
  • Quem negligencia Estratégia de Preços não sabe onde se posicionar (não foca em Custo para vender BARATO e/ou não foca em qualidade e nível de serviço para vender CARO). Quem negligencia Estratégia de Preços fica no “meio do caminho”, não sabe para onde vai e, salvo excessões, tem o fracasso como consequência de sua atividade.



Vender BARATO produtos e/ou serviços de qualidade é arriscado, mas relativamente simples. Se queremos capturar VALOR (vender CARO), como definir um Preço Máximo aceitável para determinado produto ou serviço? Como localizar as oportunidades de preço que ainda não foram percebidas pelos Clientes para nossos produtos ou serviços? Só conseguimos isso aplicando Inteligência de Mercado.

Com as informações de Inteligência de Mercado, podemos montar um cenário claro do mercado consumidor. Saberemos qual e como é a demanda por qualidade superior e diferenciação para os produtos e/ou serviços ofertados.

Importante: A Estratégia de Preços deve SEMPRE estar alinhada ao Planejamento Estratégico.



Bruno F. Moura

(Agosto de 2011)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Preço não é Valor!

As definições de Preço, Custo e Despesa são válidas e estão à disposição em vasta literatura (Contabilidade, Economia, Administração, etc):

  • Custo é o gasto que a entidade realiza com o objetivo de por o seu produto pronto para ser comercializado, fabricando-o ou apenas revendendo-o, ou o de cumprir com o seu serviço contratado.
  • Despesa é o gasto necessário para a obtenção de receita (os gastos que não se identificam com o processo de transformação ou produção do produto/serviço).
  • Preço é o quanto você cobra do seu cliente para entregar o produto/serviço, ou Preço é o valor monetário expresso numericamente associado a uma mercadoria, serviço ou patrimônio.
O poeta espanhol António Machado escreveu: “Só um tolo confunde o valor com o preço”. Será que, nas empresas, somos tolos? Infelizmente, tenho que dizer que sim. Nas empreas, não é exercitada a diferença entre Preço e Valor.

Notem que este não é um comportamento exclusivamente brasileiro (esta preocupação também é dos teóricos de Pricing no mmundo), embora os efeitos da hiperinflação extinta em meados dos anos 90 ainda sejam notados no comportamento de nssos gestores.

A dificuldade começa porque, nas transações de compra/venda de produtos ou serviços, Valor não tem só uma definição: Ele é uma percepção! Esta percepção varia de acordo com o ponto de vista de Três “atores”:

  • Vendedor (Empresa/Prestador de Serviço)
  • Mercado
  • Cliente
Warren Buffet disse: “Preço é o que você paga, o Valor é o que você leva”. O Valor que o Vendedor acredita ter é o menos importante nesta “balança”, pois todo mundo acredita que vale bem mais do que realmente vale.
O Valor não é definido pelo Vendedor, mas sim pelo Cliente, que está no Mercado. O Valor de um produto/serviço é intangível. Ele se apresenta em diversas formas e características (utilidade, qualidade, imagem, disponibilidade e outras), com intensidade diferente para cada grupo de consumidores.

Para definir o Preço de um produto/serviço é necessário descobrir qual o Valor deste produto/serviço sob a ótica do Cliente (Inteligência de Mercado, com pesquisas e estudos entre a oferta do Mercado e a curva de demanda dos Clientes), como nos exemplos a seguir:

  • O Camelô da esquina: Você já tentou negociar Preço daquele guarda-chuva “made in china” (não me perguntem onde fica o estoque deles, mas é um caso de estudo de “Just in Time”) com o camelô, na hora em que está chovendo e você não quer se molhar? Impossível. Por quê? Porque, nesta hora, o clima está a favor dele. A sua percepção de Valor (não se molhar) é bem maior que o Preço que ele está cobrando. Se você verificou a previsão do tempo pela manhã e decidiu comprar um guarda-chuva durante o dia, sua percepção de Valor estaria bem menor que o Valor da “hora da chuva” e você, certamente, compraria este guarda-chuva por um Preço inferior ao Preço da “hora da chuva. Qual o Preço do guarda-chuva? E o Valor? Depende!
  • O torcedor de Futebol: Um flamenguista doente pode pretender pagar um Preço alto por uma camisa autografada pelo craque do time, pois ele percebe um determinado Valor nela. Quanto um torcedor fanático do Fluminense, Botafogo ou Vasco da Gama perceberia de Valor nesta mesma camisa do Flamengo? Zero. Provavelmente não queria esta camisa “nem de graça” Qual o Preço da camisa? E o Valor? Depende!
Os gestores devem saber bem em qual terreno estão lutando (Sun Tzu).

Se a filosofia para determinado produto ou serviço é “Vender Preço” (Preço baixo), então esta empresa, para este produto ou serviço, deve focar em Custos e Despesas (negociação exaustiva com fornecedores e eficácia logística) para obter a lucratividade esperada. A percepção de Valor irrelevante por parte dos Clientes deve ser confirmada pela Inteligência de Mercado.

Caso a filosofia para outro produto ou serviço seja de “Vender Valor” (Preço próximo ao Valor percebido), então esta empresa, para este outro produto ou serviço, deverá utilizar as opções abaixo (isoladamente ou em conjunto):

  • Alterar a percepção de Valor daqueles clientes em relação ao que é colocado à venda.
  • Oferecer versões do produto.
  • Diferenciar os clientes e segmentar os Preços (Preço alto enquanto seu produto ou serviço é único). Para qualquer produto ou serviço, alguns clientes estão dispostos a pagar mais do que outros.
  • Treinar a equipe de vendas para vender Valor, e não Volume ou Preço (Descontos). Tome os cuidados necessários para não destruir o instinto que todo vendedor deve ter, mas desenvolva :

    1. “Declaração de Valor” que expresse claramente por que os Clientes devem comprar seu produto mesmo com as ofertas dos concorrentes (Mercado).
    2. Mecanismos de controle de Preços e recompensas por Lucratividade ao invés de lucratividade por Volume para a equipe comercial.
Chame sua equipe. Discuta estas idéias. Leiam e debatam a literatura de Precificação Estratégica.

Precificação Estratégica tem a capacidade de unir TODOS os departementos de uma empresa num objetivo único: Melhorar a Lucrativiadde.

Bruno F. Moura
(Junho de 2011)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Estratégia de Preços

Estratégia de Preços

 
Aqui no Brasil (e seguramente na maior parte do mundo), a grande maioria das empresas ainda não define seus PREÇOS estrategicamente. Uma pesquisa informal, com executivos de 500 empresas médias e grandes, revelou que 80% destas empresas utilizam Markup na determinação do Preço de Venda de seus produtos/serviços (estima-se que os demais 20% determinam PREÇOS initando a concorrência).

 
Markup é um índice (multiplicador) que significa o quanto do preço do produto está acima do seu custo de produção e distribuição. Este índice (multiplicador) representa TODOS os demais elementos formadores do Preço de Venda.

No Brasil, até meados de 1994, os Preços eram definidos utilizando esta ferramenta, por dois motivos muito fortes:
1º.   Não existia tecnologia (hardware e software) barata e de qualidade disponível.
  •  Imaginem quais eram, há 20, 30 ou 40 anos, os “hardwares” e “softwares” de gestão (utilizava-se esta palavra na época?) existentes.
  • Até o início do século XXI, só empresas “grandes” tinham estrutura financeira para utilizar plataformas eletrônicas de gestão (caso tenha trabalhado numa empresa grande, você certamente viu ou ouviu falar do computador que ocupava um andar inteiro na matriz da empresa). A única informação eletrônica de gestão era contábil, que era voltada para relatórios e informações legais e fiscais. Em muitas destas empresas, o relatório contábil era apresentado 3, 4 meses após o fechamento do mês.
  • Todos os gestores (Contadores, Administradores, Economistas-sou um deles, Engenheiros, etc.) haviam aprendido, em algum estágio do desenvolvimento didático, que a Formação do Preço de Venda era baseada em Markup.
2º.   Existia a Inflação, que se transformou em HIPERINFLAÇÃO (Leitura recomendada: livro "Saga brasileira, a longa luta de um povo por sua moeda", da jornalista Miriam Leitão).
  • Qual o VALOR das coisas? Qual o VALOR do meu trabalho? Em março de 1993, meu salário era de 31 milhões de Cruzeiros. Em julho do mesmo ano, quatro meses depois e não tendo recebido nenhuma promoção ou aumento espontâneo, era de 88,4 milhões de Cruzeiros. Eu ganhava milhões e não era milionário: neste mês, um dólar valia 71.173 Cruzeiros. Parece confuso, mas era a realidade.
  • Se as pessoas tinham dificuldade em saber qual o VALOR do seu trabalho e também dos produtos e serviços que adquiriam, as empresas (de todos os tamanhos) não ficavam imunes aos efeitos da inflação.
  • A Formação do Preço de Venda (Custos x Markup) era composta de:
         => Custo: Valor do último custo apurado (ou valor da última compra) acrescido do % de inflação do período.
         => Markup: Índice “mágico” derivado das experiências de cada empresa e cada empresário, em cada mercado, em cada ramo de atividade.
         => Preço de Venda: (Custo x Markup)
         => Indexação: % de inflação (semestral, trimestral, mensal, semanal ou diária) real ou estimada adicionado ao preço.

Até meados doa anos 90, não era possível garantir que os Preços estivessem rentáveis para as empresas (o que garantis parcialmente era a indexação). Mas essa não era a maior preocupação das empresas, pois o importante era fazer CAIXA e aplicar este saldo de caixa diariamente no Open Market. Estas aplicações geravam o “lucro” real das atividades econômicas.

 
A partir de 1994, com a estabilização da moeda, muita coisa mudou. Foi possível diminuir a defasagem tecnológica dos produtos e serviços feitos no Brasil. Passou a ser possível importar em escala produtos que, ao mesmo tempo em que obrigavam a indústria brasileira a evoluir no sentido de oferecer VALOR, traziam um patamar de preço relativamente menor ao preço dos produtos “made in Brasil”.
Junto com a estabilização do valor de Produtos e Serviços, tivemos também a evolução mundial de tecnologia e de conhecimento, que permitiu o surgimento e/ou a evolução de diversos sistemas de gestão eletrônica que hoje estão disponíveis e acessíveis para TODAS as atividades econômicas, seja de que tamanho for (do pequeno comerciante às grandes corporações).

Mas a estabilização da moeda também trouxe um problema: Ela fez desaparecer o principal componente (muitas vezes o único) do lucro da maioria das empresas. As aplicações Financeiras perderam seu status de geradoras do lucro das empresas, obrigando estas a gerir de forma mais eficaz suas atividades.

Devido à cultura dos gestores e dos desenvolvedores de sistemas de gestão, o primeiro foco de controle foi na estrutura de custos. Dificilmente vamos encontrar, nos dias de hoje, empresas que não tenham desenvolvido seu Custo-Alvo, utilizado Kaizen, Kanban e outros. Num primeiro momento, a redução foi drástica. Certo tempo após a implantação destes modelos, o resultado é a manutenção das melhorias conquistadas e/ou a obtenção de novas melhorias, com pequenos ganhos (redução de valores cada vez mais centesimais).

Apesar do esforço e dedicação na gestão dos custos e das despesas, sabemos que o ganho com preços é significativamente maior que o ganho com redução de custos e despesas. Segundo artigo “Building a better pricing infrastructure“ da consultoria McKinsey, agosto de 2010, nas 1200 maiores empresas de capital aberto do mundo, uma unidade % de aumento nos preços geram aumentos de 8,7 a 12,7% no lucro operacional.
Segundo este mesmo artigo, a Estrutura de precificação pode ser difícil e cara para criar, sendo necessário investir de forma adequada, capacitando as pessoas certas, articulando metas claras e objetivas e gerenciando riscos. Frederico Zorning (autor de Acerte o Preço e Aumente seus Lucros) diz que esta estrutura é necessária para “Capacitar a empresa a gerir os Preços de forma dinâmica, às vezes com várias decisões de preços em um só dia”.
Os gestores das empresas (seja de que tamanho forem) que querem se manter competitivas mas ainda utilizam apenas o MARKUP na Formação do Preço de Venda devem criar uma Estrutura de Precificação e devem começar pela Estratégia de Preços.

 Mas afinal, o que é Estratégia? O conceito de Estratégia é amplo. Henry Mintzberg, autor, professor e crítico de algumas das atuais práticas de planejamento estratégico afirma que Estratégia é a forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados. Estratégia também pode ser definida como o conjunto de objetivos, finalidades, metas, diretrizes fundamentais e os planos para atingir os objetivos.
Na área militar, Estratégia pode ser definida como a ciência dos movimentos e planejamento da guerra e do domínio econômico. Através da estratégia militar foram criados os conhecidos serviços de inteligência e aprimorada a arte de guerrear. Sun Tzu, estrategista do século IV a.C. escreveu:
1)     Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.
2)     Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.
3)     Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas

 
Para ter uma Estratégia, precisamos atuar de forma diferente, com inteligência e planejamento

 
O tratado “A Arte da Guerra”, escrito por Sun Tzu, abordava de forma abrangente as estratégias militares. Apesar dos negócios não serem guerras, negócios e guerras partilham muitos elementos. Abaixo, uma associação entre os princípios fundamentais para Guerras e Negócios:

 
Na Guerra
Nos Negócios
Escolha o Local de Batalha
Selecione os mescados em que a empresa competirá
Concentração de Forças
Organize os recursos da empresa
Ataque
Implementação das ações competitivas da empresa
Forças diretas e indiretas
Gerenciamento das Contingências

 
Então? Pronto para iniciar a montagem de Estratégia de Preços na sua empresa?

 
Dê a largada: Crie uma equipe permanente e exclusiva para PREÇOS (Pricing Team)e convoque um grupo multidisciplinar para ajudar no desenvolvimento, utilizando pessoal de Finanças, Comercial, Marketing, Logística, Produção, TI, Planejamento.

 
Bruno F. Moura
(Junho de 2011)