segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 2a – Mercado e Valor)

Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 2a – Mercado e Valor)
Já falamos que o ano de 2017 já começou (na verdade, este negócio de ano calendário não funciona no mundo dos negócios) e seu desenrolar continua a não esperar nossa (in)capacidade de tomar decisões, de repensar os conceitos de negócio, de vida. A Taxa Básica de Juros caiu 0,75 ponto percentual e isso não alterou em NADA a vida das pessoas e, principalmente, do EMPREENDEDOR.
A solução definitivamente não passa por abandonar nossas atividades e irmos orar por um milagre. Parte da solução está no repensar de nossas atividades, em como podemos fazer com menor custo e maior qualidade nossos produtos/serviços, como vamos chegar ao MERCADO que espera por nossos produtos/serviços com VALOR (nunca confunda PREÇO e VALOR) adequado.
MERCADO e VALOR
O que é MERCADO?
Segundo o WIKIPÉDIA (eu não gosto de usar, mas a definição que eles apresentam está bem Didática e simples de entender)
Mercado consumidor é um termo utilizado quando se refere aos consumidores segmento ou à própria população economicamente ativa de um país que compre ou utilize os produtos de empresas específicas.
Ou seja, todas as pessoas que tenham um poder de compra.
Alguém vende algo, outro alguém precisa deste algo, no momento que ambos se encontram, temos o mercado. Se dissermos que mercado é o ponto de encontro entre oferta e procura, não estamos errados, como também seremos precisos se dissermos que mercado é a relação entre a oferta e a procura.
O consumidor como pessoa física, se preocupa com a aplicação de sua renda ou salário, é individualista. O empreendedor tem o enfoque diferente em relação ao mercado: percebe as necessidades de seus clientes e procura supri-las objetivando a plena satisfação deles. No geral essa interação com o mercado é mais empolgante do que o resultado favorável do empreendimento.
Ele, o mercado, não é estático, aliás, é muito dinâmico e há de se estar atento a ele para ir se adaptando na medida em que os primeiros sinais de mudanças surgem. Todo aquele que não se adequou ao mercado, fechou, já que ele é instável e muda de direção tal qual um bando de aves.

Qual é o meu mercado? Você, Empreendedor. Já se fez esta pergunta? Como identificar e atender às necessidades do mercado consumidor dos seus produtos/serviços? O que seus consumidores esperam receber de VALOR com seus produtos/serviços?

As definições de PREÇO e VALOR, estão em um post anterior, mas apresento ao final deste post. O mais importante é saber que Preço é o que você paga, o Valor é o que você leva”.

Você tem bem definido o grau de qualidade de atendimento e/ou fabricação em seu negócio? Isso é transmitido a seus funcionários de maneira CLARA e CONSTANTE? Aqui, cabe uma observação importante: O PADRÃO dos produtos/serviços não pode ser colocado em segundo plano. O empreendedor deve acompanhar e constantemente treinar (formalmente ou informalmente) seus funcionários para que a qualidade seja sempre igual ou superior à qualidade proposta. Desta forma, seus clientes terão uma percepção de VALOR bem diferente da percepção de preço.

É claro que existem clientes que só vão em busca de PREÇO. Não adianta querer mudar esta realidade. Devemos SEMPRE tentar vender VALOR (aqui, podem ser usados argumentos de qualidade e durabilidade que vão gerar uma economia no médio e longo prazo ao consumidor) antes de vender PREÇO, vamos tentar vender VALOR. Caso não consiga, o desconto pode (e deve) ser aplicado, principalmente se o cliente é novo, desde que bem relatado nos controles internos para que, no futuro, um trabalho de conscientização seja feito para que o cliente retorne pelo VALOR percebido e não pelo PREÇO pago (o post do Cliente, de 04/jan/17 fala sobre estes mecanismos).

Isso nos leva a outro ponto importante para a saúde do negócio: Qual a PRECIFICAÇÃO ideal? Existem diversos mecanismos de PRECIFICAÇÃO que variam de dependem de cada empresa, cada mercado e cada Planejamento Estratégico. Não existe uma receita de bolo, um número mágico. O que deve ser feito é Planejar, Fazer, Checar e Agir, o tão falado, mas simples de implementar PDCA.

Mas, até agora falamos sobre VALOR, PREÇO, PRECIFICAÇÃO ESTRATÉGICA, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, PDCA e nada de MERCADO! Sabe por que? Porque o MERCADO que queremos captar para o nosso negócio depende DIRETAMENTE da nossa capacidade estruturada de atender às demandas de VALOR e PREÇO dos clientes que desejamos captar.

O MERCADO ao qual queremos entrar só vai “prestar atenção” ao seu negócio se você, empresário, souber que tipo de CLIENTE você quer.

No post do dia 04/jan/17 falamos sobre a importância do CLIENTE e, deve ter despertado alguns questionamentos.

Hoje, falamos sobre MERCADO, VALOR, PREÇO, PRECIFICAÇÃO ESTRATÉGICA, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, PDCA.

E então? Você, EMPREENDEDOR, vai ficar esperando a Taxa Básica de Juros cair mais ou vai atuar em seu negócio, procurando novas formas de ganhar e, principalmente, reter dinheiro?
Vamos pensar a respeito?

Aguardo os comentários.
Bruno F. Moura
Janeiro de 2017


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Preço não é Valor
As definições de Preço, Custo e Despesa são válidas e estão à disposição em vasta literatura (Contabilidade, Economia, Administração, etc):
  • Custo é o gasto que a entidade realiza com o objetivo de por o seu produto pronto para ser comercializado, fabricando-o ou apenas revendendo-o, ou o de cumprir com o seu serviço contratado.
  • Despesa é o gasto necessário para a obtenção de receita (os gastos que não se identificam com o processo de transformação ou produção do produto/serviço).
  • Preço é o quanto você cobra do seu cliente para entregar o produto/serviço, ou Preço é o valor monetário expresso numericamente associado a uma mercadoria, serviço ou patrimônio.
O poeta espanhol António Machado escreveu: “Só um tolo confunde o valor com o preço”. Será que, nas empresas, somos tolos? Infelizmente, tenho que dizer que sim. Nas empreas, não é exercitada a diferença entre Preço e Valor.
Notem que este não é um comportamento exclusivamente brasileiro (esta preocupação também é dos teóricos de Pricing no mmundo), embora os efeitos da hiperinflação extinta em meados dos anos 90 ainda sejam notados no comportamento de nssos gestores.
A dificuldade começa porque, nas transações de compra/venda de produtos ou serviços, Valor não tem só uma definição: Ele é uma percepção! Esta percepção varia de acordo com o ponto de vista de Três “atores”:
  • Vendedor (Empresa/Prestador de Serviço)
  • Mercado
  • Cliente
Warren Buffet disse: “Preço é o que você paga, o Valor é o que você leva”. O Valor que o Vendedor acredita ter é o menos importante nesta “balança”, pois todo mundo acredita que vale bem mais do que realmente vale. O Valor não é definido pelo Vendedor, mas sim pelo Cliente, que está no Mercado. O Valor de um produto/serviço é intangível. Ele se apresenta em diversas formas e características (utilidade, qualidade, imagem, disponibilidade e outras), com intensidade diferente para cada grupo de consumidores.
Para definir o Preço de um produto/serviço é necessário descobrir qual o Valor deste produto/serviço sob a ótica do Cliente (Inteligência de Mercado, com pesquisas e estudos entre a oferta do Mercado e a curva de demanda dos Clientes), como nos exemplos a seguir:
  • O Camelô da esquina: Você já tentou negociar Preço daquele guarda-chuva “made in china” (não me perguntem onde fica o estoque deles, mas é um caso de estudo de “Just in Time”) com o camelô, na hora em que está chovendo e você não quer se molhar? Impossível. Por quê? Porque, nesta hora, o clima está a favor dele. A sua percepção de Valor (não se molhar) é bem maior que o Preço que ele está cobrando. Se você verificou a previsão do tempo pela manhã e decidiu comprar um guarda-chuva durante o dia, sua percepção de Valor estaria bem menor que o Valor da “hora da chuva” e você, certamente, compraria este guarda-chuva por um Preço inferior ao Preço da “hora da chuva. Qual o Preço do guarda-chuva? E o Valor? Depende!
  • O torcedor de Futebol: Um flamenguista doente pode pretender pagar um Preço alto por uma camisa autografada pelo craque do time, pois ele percebe um determinado Valor nela. Quanto um torcedor fanático do Fluminense, Botafogo ou Vasco da Gama perceberia de Valor nesta mesma camisa do Flamengo? Zero. Provavelmente não queria esta camisa “nem de graça” Qual o Preço da camisa? E o Valor? Depende!
Os gestores devem saber bem em qual terreno estão lutando (Sun Tzu).
Se a filosofia para determinado produto ou serviço é “Vender Preço” (Preço baixo), então esta empresa, para este produto ou serviço, deve focar em Custos e Despesas (negociação exaustiva com fornecedores e eficácia logística) para obter a lucratividade esperada. A percepção de Valor irrelevante por parte dos Clientes deve ser confirmada pela Inteligência de Mercado.
Caso a filosofia para outro produto ou serviço seja de “Vender Valor” (Preço próximo ao Valor percebido), então esta empresa, para este outro produto ou serviço, deverá utilizar as opções abaixo (isoladamente ou em conjunto):
  • Alterar a percepção de Valor daqueles clientes em relação ao que é colocado à venda.
  • Oferecer versões do produto.
  • Diferenciar os clientes e segmentar os Preços (Preço alto enquanto seu produto ou serviço é único). Para qualquer produto ou serviço, alguns clientes estão dispostos a pagar mais do que outros.
  • Treinar a equipe de vendas para vender Valor, e não Volume ou Preço (Descontos). Tome os cuidados necessários para não destruir o instinto que todo vendedor deve ter, mas desenvolva :
    1. “Declaração de Valor” que expresse claramente por que os Clientes devem comprar seu produto mesmo com as ofertas dos concorrentes (Mercado).
    2. Mecanismos de controle de Preços e recompensas por Lucratividade ao invés de lucratividade por Volume para a equipe comercial.

Chame sua equipe. Discuta estas idéias. Leiam e debatam a literatura de Precificação Estratégica.
Precificação Estratégica tem a capacidade de unir TODOS os departementos de uma empresa num objetivo único: Melhorar a Lucrativiadde.

Bruno F. Moura
(Junho de 2011)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 2 – Mercado e Valor)

Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 2 – Mercado e Valor)
O ano de 2017 já começou (na verdade, este negócio de ano calendário não funciona no mundo dos negócios) e seu desenrolar continua a não esperar nossa (in)capacidade de tomar decisões, de repensar os conceitos de negócio, de vida.
Ontem, 11/01/2017 o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou queda de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros nesta quarta-feira (11), para 13% ao ano.
Na prática, não altera em nada nossas vidas. Os juros cobrados das pessoas físicas e empresas normais são exorbitantes, mesmo se acreditássemos que a inflação anual foi só de 6,5% ao ano.
No quadro abaixo, coloquei um exemplo (assumi que as taxas de um Banco representam o resumo do impacto no mercado) em que só copiei o que este banco está propondo como redução na “vida” das pessoas e empresas com a SUPER REDÇÃO na SELIC.
 Façamos um teste: Com a Inflação a 10% ao ano,
A.      Você, pessoa física, iria tomar:
Ø  Empréstimo pessoal com juros de 7,72% ao mês?
Ø  CDC de Veículo com juros de 2,99% ao mês?
Ø  Abusaria do Cheque Especial com juros de 13,49% ao mês (sem falar no cartão de crédito)?
B.      Você, Pessoa Jurídica, iria tomar:
Ø  Capital de Giro a 4,19% ao mês?
Ø  CDC de Veículo com juros de 2,99% ao mês?
Ø  Usar a conta Garantida (que usa lastro da sua empresa) a 1,59% ao mês? Esta, talvez sim, se você estiver no desespero.

É importante lembrar que o ritmo de crescimento da economia, se todas as medidas forem as mais acertadas, não vai ser veloz.
Temos um país com 12 milhões de desempregados (na verdade, 23 milhões de pessoas que poderiam estar trabalhando e não estão), uma percepção de crise entranhada na mente e, convenhamos, um governo que não inspira lá muita confiança pela história.
A solução não é abandonar nossas atividades e irmos orar por um milagre. Vamos trabalhar.
Parte da solução está no repensar de nossas atividades, em como podemos fazer com menor custo e maior qualidade nossos produtos/serviços, como vamos chegar ao MERCADO que espera por nossos produtos/serviços com VALOR (nunca confunda PREÇO e VALOR) adequado.

Este será o tema do próximo post: MERCADO e VALOR

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 1 – Cliente)


Recessão e Crise – Momento de repensar o modelo de negócio (Parte 1 – Cliente)
O ano de 2017 já começou e seu desenrolar não vai esperar nossa (in)capacidade de tomar decisões, de repensar os conceitos de negócio, de vida.



Os empreendedores geralmente acham que seu modelo de negócio é o ideal, pois “tem dado certo há anos”. Estamos em 2017, existe uma crise sem precedentes nos últimos 40, 50 anos e vejo pouca movimentação em busca de um novo modelo de negócios, em que o cliente em potencial está mais perto do que você imagina.



Vamos começar pelo mais óbvio e fundamental: O Cliente.

Se está difícil a busca por novos clientes, por que não investir no retorno dos clientes que já utilizaram seus serviços e/ou produtos? Seus clientes se lembram da sua marca e retornam para consumir seus produtos/serviços com frequência? Seus clientes recomendam seus serviços/produtos para amigos e familiares?

É muito mais fácil quando damos atenção aos clientes que já consumiram nossoa produtos/serviços, quando conseguimos fidelizá-los e encontrar novas maneiras de fazer negócios com eles. Esta é a famosa RETENÇÂO DE CLIENTES.

Algumas informações:
·        
Os valores gastos no processo de busca aos novos clientes são mais altos que os valores gastos na RETENÇÂO DE CLIENTES. Em alguns casos, o tempo entre este gasto com a busca de novos clientes demora muito para que este investimento (sim, novos clientes é um investimento, tal qual a reforma das instalações, compra de maquinário, etc.) tenha um retorno monetário.
o   Fonte: Pesquisa Bain & Company, apontando que um aumento de apenas 5% na retenção de clientes pode resultar em um aumento nos lucro de 25% a 95%. Além disso, um aumento de 10% em retenção de clientes produz um crescimento de 30% no valor da empresa.
·         
Ao contrário, a RETENÇÂO DE CLIENTES tem influência direta e rápida no resultado da empresa.
·         A probabilidade de converter um cliente já consolidado é de 60% a 75%, enquanto a probabilidade de achar e trazer um novo cliente para consumir nossos produtos e serviços varia entre 5% e 15%;
·         Clientes fidelizados compram mais produtos/serviços e, em muitos casos, não se importam com o PREÇO pago, mas sim no VALOR que estão adquirindo (ver o post de 21/jun/2011 https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4078165687122121711#editor/target=post;postID=2392310110826524704;onPublishedMenu=template;onClosedMenu=template;postNum=20;src=postname);
·         Um cliente fiel costuma ter o hábito de indicar seus produtos/serviços para outras pessoas (família e amigos), fazendo o tradicional marketing “boca a boca” (hoje violentamente incrementado pelas redes sociais), fazendo com que seu negócio tenha novos clientes sem investir nada;
·         O mais importante: Empresas com clientes fiéis sofrem menos em tempos de crise, pois o seu produto/serviço será sempre sua primeira opção para negociações.

Ações que resultam na retenção dos clientes:
1.      Mantenha um Cadastro atualizado de todos os seus clientes (Cada indivíduo deve ser tratado em conformidade com suas necessidades e expectativas) em um caderno ou utilize uma planilha eletrônica.


2.      Ofereça produtos/serviços que se adequem ao perfil e/ou que complemente os produtos/serviços já contratados no passado. Para isto, mantenha em um caderno ou em uma planilha eletrônica.


3.      Ofereça benefícios únicos: Sempre ofereça algo a mais (além da qualidade do produto/serviço) para despertar o interesse do cliente (exemplos: descontos exclusivos ou um tipo de brinde que remeta ao seu negócio).
4.      Peça feedbacks. Saber o que o cliente tem a dizer sobre sua marca é uma das melhores maneiras de descobrir falhas na administração da equipe e planejar novas estratégias. É prioritário incentivar os clientes a fornecer feedbacks e avaliações de seu produto/serviço, utilizando redes sociais, telefone ou  e-mail. Desta maneira, será mais fácil evitar a perda deste cliente ou a não propagação do seu produto/serviço caso o grau de contentamento do cliente seja baixo.
5.      Nunca deixe o cliente esquecer da qualidade de seu produto/serviço: A perda de contato com os clientes é uma das mais costumeiras formas de “jogar o trabalho fora” e desperdiçar uma chance clara de reter o cliente. Em muitos casos, as marcas deixam de reter clientes por não manter o contato com eles.

Agora, deu para entender a importância da conquista e, mais ainda, da retenção de clientes para sua empresa?
Nunca deixe de investir nas estratégias mais adequadas ao seu negócio para tentar reter e conquistar clientes. Afinal de contas, o EMPREENDEDOR sabe muito mais do seu negócio do que qualquer um de nós consultores. Nosso trabalho é ajudar e estruturar este pensamento.
Se sua empresa já possui estratégias que funcionem para reter e conquistar clientes? Nós gostaríamos que você compartilhasse com a gente.

Os modelos de planilhas podem ser solicitados via e-mail ou telefone.
Um grande ano para todos nós

Bruno Moura
(21) 98441-8777

domingo, 23 de junho de 2013

Protesto e Economia (o que muda no Planejamento Estratégico das Empresas ou na nossa vida pessoal)

Protesto e Economia

Abaixo mais uma excelente coluna da Miriam Leitão, colocando para TODOS de maneira simples os desdobramentos conjunturais.
Os Empresários/Empreendedores (principalmente os Micro, Pequenos e Médios) devem rever seu PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO e fazer as alterações necessárias. Lebrar sempre dos meus posts anteriores: Ajustes são necessários SEMPRE!
Boa leitura.
Enviado por Míriam Leitão - 
 22.06.2013
  | 
 09h00m
COLUNA NO GLOBO

Protesto e economia

Duas questões são inevitáveis para uma coluna de economia num momento conturbado como este de manifestações: o que há de economia na insatisfação coletiva e como os protestos afetam a economia. Primeiro, é preciso explicar o que não é: a disparada do dólar não é efeito direto da situação brasileira. Ocorre no mundo inteiro. Mas sobe mais no Brasil.
O dólar ontem caiu, depois de cinco altas, mas a valorização maior da moeda americana nos últimos dias no Brasil é efeito das incertezas sobre o país, e uma delas é o déficit externo, que chegou a 3,2% do PIB. A eclosão de manifestações é só mais uma razão para o dólar subir, mas não a mais importante. O que há é uma realocação global do capital dos investidores após o pronunciamento do Fed. O presidente do banco central americano, Ben Bernanke, fez um pronunciamento otimista sobre a economia americana e isso elevou a aposta no dólar. Ele subiu frente à maioria das moedas do mundo.
O Banco Central brasileiro já sabia que aconteceria essa nova postura da política monetária americana. Mas não achava que a desvalorização da moeda brasileira seria tão forte e acreditava que a alta do dólar não afetaria a inflação.
Já está afetando a inflação e criando outras distorções. Empresas que se endividaram recentemente em dólar, e já tinham dívidas altas em moeda estrangeira, estão com um custo financeiro maior, como a Petrobras. Quando o dólar sobe, o custo de importar combustíveis fica mais alto. A desvalorização alimenta a elevação dos preços. E a inflação é uma das causas da insatisfação popular. O movimento é circular.
Há muito de economia no movimento que levou brasileiros às ruas, mas essa não é a única fonte de insatisfação. A inflação tirou renda das famílias, que já está muito comprometida com o pagamento das dívidas; e o país não cresce. A perspectiva é de inflação alta e juros subindo e encarecendo as dívidas. A sensação de ascensão social, que vinha encantando milhões de famílias, encontrou nessa combinação uma barreira.
O efeito das manifestações na economia é mais lento. Se os protestos continuarem por muito tempo, há um preço econômico: empresas fecham mais cedo e produzem menos nos dias de passeata, como na quinta-feira, entregas atrasam, eventos são cancelados, investimentos começam a ir para a gaveta à espera de mais previsibilidade, capitais procuram portos mais seguros. As empresas detestam ambiente fluido. Mas qualquer um é capaz de separar o que são movimentos eventuais de protesto — mesmo que em alguns casos haja episódios violentos — e o que são países com instabilidade política e sem instituições fortes. Não é o caso do Brasil, que tem instituições democráticas sólidas, a despeito da insatisfação que se tenha com uma ou outra dessas instâncias de poder.
Em resumo: as manifestações não são culpadas pela disparada do dólar ou queda da bolsa. Há outros fatores provocando esses efeitos. Eles podem apenas ficar mais agudos. Também não se pode acusar os movimentos de provocarem danos à economia. Se eles se prolongarem por muito tempo, com o governo se mostrando incapaz de responder aos eventos, investimentos podem ser adiados. Por enquanto, o que há é apenas um acompanhamento da situação.

O problema é que os investidores brasileiros e estrangeiros querem mais austeridade fiscal. Acham que assim o país superará o início da crise de confiança que se formou levando ao viés negativo na classificação de risco. Os manifestantes têm feito reivindicações que, para serem atendidas, exigirão aumentos de gastos. O governo, ao distribuir subsídios indiscriminadamente aos setores empresariais, ficou sem margem de manobra para ampliar os investimentos públicos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Micro e Pequena Empresa - Ferramentas Básicas de Gestão

Excelente o artigo do prof. Rodrigo Zeidan , da Fundação Dom Cabral, publicada na Revista Exame, de 10/12/12 (http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/4-ferramentas-basicas-para-gerir-um-negocio).

O artigo vai ao encontro do que é apresentado neste blog.
Gestão da Informação é fundamental para o sucesso do negócio (principalmente para o pequeno e micro Empreendedor).
Falamos de Planejamento Estratégico, Indicadores, Acompanhamento e Monitoramento.
Além disso, já falamos que o controle deve ser simples e elaborado por quem entende do negócio: O Empreendedor.
Os Demonstrativos Financeiros não devem ficar por conta e responsabilidade do contador, uma vez que, para ele, basta cumprir as demandas legais.
O Consultor que sua empresa contratar deve ajudar na elaboração de Controles que sejam de fácil apuração e que sejam úteis para a Tomada de Decisão.

Leia o artigo abaixo, converse com outros empresários de sua área de atuação, forme sua opinião.

Este assunto é muito importante para a sobrevida do seu Empreendimento.

Bruno Ferreira Moura
Garcia-Moura Consultoria em Gestão Empresarial
(21) 8441-8777





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4 ferramentas básicas para gerir um negócio

Especialista lista os indicadores necessários para a gestão de uma pequena empresa

Quais são as ferramentas básicas para gerir um negócio?
Respondido por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças

Toda gestão só é possível com uma boa estratégia. Confira abaixo as ferramentas de finanças essenciais para gerir uma pequena empresa.

1. Formulação de estratégias de negócio
Na formulação das estratégias para a sua empresa, é preciso saber claramente qual a vantagem competitiva, se a empresa tem poder de mercado com os consumidores ou fornecedores, se existe risco de entrada de novos competidores ou de novos produtos substitutos e  qual o grau de rivalidade entre concorrentes.

Além disso, vale saber se é possível que a empresa cresça significativamente no futuro com a atual linha de produtos ou serviços, ou precisará desenvolver novos. Somente com essas informações o empreendedor pode definir estratégias adequadas de gestão.

2. Demonstrativos financeiros confiáveis
Informação é a principal variável no processo de tomada de decisão empresarial. Isso significa que uma empresa, por menor que seja, deve ter sempre disponíveis balanços, relatórios contábeis e financeiros atualizados e corretos.

Muitos empreendedores deixam na mão de contadores a criação de demonstrativos financeiros e não os utilizam para tomada de decisão e somente para fins de legislação. Quem não consegue analisar indicadores financeiros e estabelecer metas para o crescimento e lucratividade da empresa vai ter muitas dificuldades em sobreviver no longo prazo.

3. Estabelecimento de metas e indicadores
A maioria dos microempresários não estabelece metas ou indicadores de desempenho para a empresa, um erro que faz com que o empreendedor não tenha como acompanhar o desenvolvimento do negócio.

Para muitos, basta criar algumas metas simples para acompanhar a evolução, como crescimento de receita, produtividade dos funcionários, lucratividade ou prazo médio de pagamento e recebimento.

4. Acompanhamento e monitoramento
Ainda falta a muitas empresas a cultura de acompanhamento e monitoramento (e eventual readequação) do plano de negócios à realidade do negócio. Uma vez construídos indicadores e feito o plano resta ao empresário a tarefa de monitorar a evolução dos índices para possíveis mudanças de rumo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O impacto das políticas governamentais no Planejamento Estratégico

O fim da herança bendita?
(Para os economistas Edward Amadeo e Armínio Fraga, guinada nas agendas de reformas do país desde a crise de 2008 gerou “certa volta ao modelo dos anos 70”).

É muito interessante a leitura do artigo "O fim da herança bendita?", publicado no jornal O Globo no último dia 16/12/12 (link: http://oglobo.globo.com/economia/o-fim-da-heranca-bendita-7066508).

Os empreendedores (principalmente de micro, pequena e média empresa) podem achar que "isso é apenas opinião de jornal" ou ainda "isso não ter nada a ver com o meu negócio". Este é um grande erro de avaliação do potencial de uso da Informação.

Tudo o que acontece no país tem uma causa, uma origem. Em termos de economia, as políticas governamentais de curto, médio e longo prazo impactam diretamente (positiva ou negativamente) na vida das pessoas e, consequentemente, no resultado das empresas.

Concordando ou não com as opiniões emitidas, é importante que as tendências do mercado sejam analisadas de maneira imparcial quando estamos seguindo um Planejamento Estratégico.

Seja qual for o nosso mercado (produtos, serviços, infra estrutura, agro indústria), nossos Planos de Ação derivados das análises SWOT devem ser monitorados para ver se estão alinhados ao que esperamos do mercado.

Analisar o Contexto Econômico e Social que está à nossa volta é essencial para que nossas expectativas (metas) sejam alcançadas, é como, ao pilotar um avião, ficar atento ao radar para que as zonas de turbulência sejam evitadas e se consiga chegar ao destino.

As mudanças de rota podem até fazer com que a viagem dure mais que o esperado (prazo de retorno pode ser maior, prazo maior para atingir o ponto de equilíbrio, etc), mas diminui muito as chances de que um acidente ocorra no caminho (prejuízo, perda de caixa, endividamento, estoque muito alto de matérias primas ou produtos acabados, etc).

Vamos lá. Aplicar os conceitos e ferramentas de Planejamento Estratégico depende apenas da equipe. A presença de um Consultor é valiosa do ponto de vista de mediação, de foco.


Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2012

Bruno Ferreira Moura
Consultor Empresarial
www.garcia-moura.com.br
bf_moura@garcia-moura.com.br
(21) 84418777